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Comissão
de frente : É mantida em sigilo;
Ala das baianas : "Máquina Voadora";
Abre-alas : "A Máquina Criativa" - Era no
brilhante século XIX, embalado pelo otimismo da revolução
industrial, que o escritor francês Júlio Verne bebia inspiração
para seus visionários romances. Entusiasmado com a expansão
científica da época, enchendo suas obras de inovações
inimagináveis em seu tempo e prevendo as conquistas tecnológicas
do século XX. Sua mente era uma máquina criativa que
fabricava traquitanas e engenhocas maravilhosas, antecipando o
futuro, profetizando acontecimentos e idéias, fascinando várias
gerações de leitores. A alegoria faz um misto de suas máquinas
incríveis, unindo partes das invenções descritas em seus
livros, formando um único aparelho fantástico. Pilotada pelo
próprio Júlio Verne, à frente da alegoria, a fabulosa máquina
nos transportará para a grande viagem que se inicia;
Segundo setor : "Viagens Maravilhosas" - Alas
referentes à África, ao deserto, à Ásia, ao Oriente, Américas
e Pólos;
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira :
"A Europa";
Segundo carro: "Delírio Aventureiro" - Único
escritor cujas histórias passaram por praticamente toda a
Terra, numa gigantesca odisséia geográfica sem excluir
qualquer continente. Deu várias voltas ao mundo em busca de
experiências ousadas por lugares que ainda, literalmente, não
estavam no mapa. Julio Verne escreveu não só sobre as
descobertas científicas, como as novidades da geografia,
biologia e antropologia. A alegoria reproduz as ilustrações
de caráter aventureiro de animais e lugares considerados exóticos
pela Europa que figuravam as capas das primeiras edições
Hetzel da coleção "Viagens Extraordinárias"
(Voyages Extraordinaires, no original francês). O globo
terrestre representa a geografia e ao fundo uma estante de
livros lembra a literatura (a obra de Júlio Verne, as
bibliotecas, as livrarias e etc.) que tem o poder de nos
transportar para qualquer lugar ou situação sem sairmos,
fisicamente, do lugar em que estamos. A parte de trás da
alegoria representa o infinito estrelado para fazer a passagem
para o próximo setor do enredo;
Terceiro setor : "Viagens Fabulosas" - O
conjunto visual das alas lembram as viagens para fora do
planeta que Júlio Verne escreveu, como "Canhão
Lunar", "Pelo Espaço", "Natureza
Selvagem", "Ser Primitivo", "Seres
Marinhos", "Ser Abissal" e "Náutilus com
Escafandro";
Tripé: "Lua" - O tripé compõe visualmente,
com o conjunto de fantasias à sua frente, a homenagem aos
romances de viagens espaciais trazendo a Lua que tanto
inspirou estórias como "À Roda da Lua" e "Da
Terra à Lua";
Tripé : "Vulcão" - A entrada para o
interior da Terra era feita a partir de uma cratera de um vulcão
na região ocidental da ilha da Islandia. O tripé compõe
visualmente, com o conjunto de fantasias à sua frente e com a
ala da bateria em seguida, a homenagem ao romance "Viagem
ao Centro da Terra";
Bateria : "Exploradores do Centro da Terra";
Terceiro carro : "O Desconhecido" - A imaginação
fértil de Júlio Verne também transportou seus leitores para
mundos fantásticos, transformando-os em passageiros de um
tour por lugares de sonhos e situações insólitas. A
alegoria sintetiza o fascínio causado pelos "mundos
desconhecidos" descritos nas viagens fabulosas de Julio
Verne. Verne mergulhou fundo pelos oceanos, sendo o mar uma
constante em suas aventuras. O carro é dividido ao meio. Na
parte frontal, uma alegoria ao mar e suas profundezas tão
exploradas por Verne com seres e "monstros" aquáticos.
Na parte posterior, uma alegoria à Floresta Amazônica
retratada no delirante romance "A Jangada - Oitocentas Léguas
pelo Amazonas". Mesmo nunca tendo vindo ao Brasil, Verne
escreveu o livro fascinado pelas terras de seu amigo de
correspondência e de idéias, o "Imperador da
Selva" D. Pedro II, que era mais conhecido por suas
viagens pelo mundo e interesse cultural-científico do que
pela política. Os insetos gigantes e a exuberância do verde
representam o exagero com que a vida na floresta foi
romanceada;
Ala : "Floresta do Imperador";
Quarto setor : "Voando Para a Liberdade" -
Traz as alas "Lê Petit Dumont", "Noite
Parisiense", "Salões Parisienses",
"Balonismo", "Doces e Brinquedos" e
"Monsieur Dumont";
Quarto carro : "Asas da Glória" - E, se o
Brasil inspirou a história de Júlio Verne, ele também
inspirou a história do Brasil, pois a própria conquista dos
ares pelo brasileiro Alberto Santos Dumont se deve, em grande
parte, à sua relação com os livros de Verne. O mineiro
afirmava ter sido influenciado pelas aventuras criadas pela
imaginação do escritor francês ao provar que o homem podia
voar com um aparelho mais pesado que o ar quando colocou o 14
BIS nos céus do Campo de Bagatelle, em Paris. Nos meios
populares, o avião ganhou o apelido de "ave de
rapina". A alegoria é dominada por tons claros para
lembrar o ar. Na parte frontal, uma representação dos livros
de Julio Verne lidos por Santos Dumont que são
"sobrevoados" por uma réplica de seu aparelho
voador. A Art Nouveau e o glamour da "Cidade Luz"
regem o conjunto visual do carro alegórico que traz um mural
em mosaico unindo as figuras de Santos Dumont e Júlio Verne
para celebrar a amizade entre o Pai da Aviação e o escritor.
Um avião rompe o mural da parte traseira da alegoria para
desembarcar na Cidade Maravilhosa e homenagear o Aeroporto
Santos Dumont, no Rio de Janeiro, marcando a chegada do próximo
setor do desfile;
Quinto setor : "Viagem à Terra das
Maravilhas" - As fantasias remetem ao Rio, com
"Cariocas são Dourados", "Domingo no Maracanã",
"Natureza Carioca", "Visão Tropical" e
"Carnaval Carioca";
Quinto carro : "Cidade Maravilhosa" - O Rio de
Janeiro abençoado pelo Redentor, uma das maravilhas do mundo
moderno, que, do alto do Corcovado, recebe de braços abertos
a todos os que chegam a Cidade das Maravilhas: uma "terra
que a todos seduz" com seu sol, sua natureza e sua vocação
para a felicidade, um "ninho de sonho e de luz". Uma
homenagem à cidade cartão-postal do Brasil e que tem algum
famoso cartão-postal em praticamente cada canto seu.
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